Luciana de Melo
  É Proibido Fumar

Estréia no dia 4 de dezembro “É Proibido Fumar”. Já havia me animado com o trailer na web há alguns meses e há bons motivos para ver o filme.

A diretora é Anna Muylaert, do ótimo “Durval Discos”, Paulo Miklos está no elenco, faz par romântico com Glória Pires,  e o enredo conquista.

Baby é quarentona, professora de violão e mora sozinha num apartamento simples herdado da mãe. Seu novo vizinho é Max, separado, músico frustrado que toca numa churrascaria. Os dois logo engatam um romance, mas acontece que Max detesta cigarro e Baby precisa abrir mão daquele que, mesmo sendo um vício, até então era sua melhor companhia.

Este é só o começo da história.

A exemplo de Durval Discos, o longa foi rodado em São Paulo e mostra a cidade como pano de fundo. A música também tem destaque e os personagens são simples, comuns. E encantam. Ouvi até um crítico dizendo com todas as letras que Paulo Miklos é feio, mas que constrói tão bem seu personagem que torna-se bonito. Mas ele é exatamente assim, lindo sendo ele mesmo. Quem já teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente sabe do que estou falando.

No trabalho anterior de Anna, havia o “lado A” e “lado B”, com a segunda parte do filme mudando o rumo da história radicalmente, lembrando os lados dos discos de vinil que eram vendidos pelo protagonista. E parece que esta é uma característica da diretora, também presente neste novo filme.

É esperar para conferir.  

 



Escrito por Luciana de Melo às 17h27
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  20 de novembro

Dia Nacional da Consciência Negra

Vários  municípios decretaram feriado para comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra, em alguns será apenas ponto facultativo e outros têm projeto de lei em andamento ou aguardam decisão judicial sobre o feriado.

Mas  o principal é que a data é um dia para reflexão sobre o negro hoje no país e sobre a luta ainda presente contra o racismo e as desigualdades raciais.

A data foi escolhida por marcar a morte de Zumbi dos Palmares, o maior ícone da história dos negros no Brasil.

Diferente do que ocorre com o 13 de maio, data nacional da abolição da escravatura (com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, em 1888), o 20 de novembro  é lembrado pelos movimentos negros como a verdadeira mobilização e luta para a libertação da raça.

E você sabe quem foi este símbolo de resistência, homenageado neste 20 de novembro?

 

Deixo aqui um pouco de história:

 

Zumbi nasceu numa das aldeias do Quilombo dos Palmares. Com poucos dias de vida foi capturado por soldados portugueses e entregue ao padre português Antônio Melo, que o batizou com o nome de Francisco e o ensinou a ler e escrever em português e latim. Com 15 anos, o garoto fugiu da casa do padre e voltou para o Quilombo dos Palmares, trocando seu nome cristão de Francisco pelo nome africano Zumbi.

Tornou-se um grande guerreiro e estrategista militar na luta para defender Palmares dos soldados portugueses. Por volta de 1678, o governo de Pernambuco, cansado do longo conflito com o quilombo, se aproximou do líder Ganga Zumba com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa. A proposta foi aceita, mas Zumbi a rejeitou porque não admitia que alguns negros fossem libertos e outros continuassem escravos. Desafiou a liderança de Ganga Zumba, tornando-se o novo líder do Quilombo dos Palmares e prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa.

Zumbi conseguiu derrotar todas as expedições enviadas contra o Quilombo dos Palmares, mas foi denunciado por um companheiro e capturado pelos portugueses. Morto no dia 20 de novembro de 1695, foi esquartejado e teve a sua cabeça exposta em praça pública. Com isso teve fim o Quilombo dos Palmares, o maior do país, situado em Alagoas, que chegou a abrigar mais de 30 mil negros.



Escrito por Luciana de Melo às 21h16
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  Tablóide

Será que um bom salário é o que faz uma pessoa se sujeitar a isto???



Escrito por Luciana de Melo às 17h14
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  Lembranças

Senti o cheiro de pêssego. Pêssego me lembra Natal.

E Natal me lembra bolo de nozes, lembra tômbola,

lembra roupa nova e festa.

Natal me lembra presépio, Missa do Galo.

Me lembra noite em claro com a família. Me lembra meu pai...

Natal me lembra também o medo no trânsito de quem bebe demais.

Natal me lembra frutas, de todos os tipos e cores.

Natal lembra abraços desarmados. Me lembra perdão. Ou pelo menos esquecimento...

Só tenho lembranças felizes dos Natais da infância.

Natal é naturalmente feliz.

Feliz Natal!!!



Escrito por Luciana de Melo às 21h14
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  Você tem fome de quê?

Celular para quem tem fome

É curioso num momento em que tenho contato com pessoas que optaram pelo consumo consciente e a simplificação da vida, com menos consumismo, me deparar com esta notícia:

O governo planeja fornecer celulares aos beneficiários do Bolsa Família. Além do aparelho, cada família teria direito a um crédito de R$ 7 por mês, bancado pelas empresas.

Para as empresas há o benefício de o usuário gastar mais do que o valor subsidiado, o que com certeza vai ocorrer, além de conseguir isenção da taxa para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações que é paga pelas teles ao governo.

Para o governo, às vésperas das eleições, é possível agradar as classes D e E e principalmente os eleitores do Nordeste, que respondem apenas por cerca de 20% da telefonia móvel no país.

Depois da redução do IPI dos automóveis, que causou corrida às concessionárias e recordes de vendas, o governo continua com o objetivo de incentivar o consumo irresponsável e formar cidadãos com valores distorcidos. É isso o que os brasileiros de baixa renda estão precisando? Celulares??? 

 

Desdobramentos:

Governo desiste do Bolsa Celular

 

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, desistiu de levar adiante o projeto que criaria o programa Bolsa Celular, direcionado à população de baixa renda. Ele justificou o recuo dizendo que o programa está sendo retirado das prioridades do governo porque foi mal interpretado.

Veja a notícia aqui, no Correio Brasiliense de 18 de novembro



Escrito por Luciana de Melo às 22h34
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  Imagem

"A imprensa burguesa usou as imagens para criar uma ojeriza na opinião pública, como se laranja fosse o fim do mundo."

Frase de João Pedro Stédile, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, sobre a destruição de laranjais durante uma ocupação de fazenda pelo MST.



Escrito por Luciana de Melo às 22h00
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