Luciana de Melo
  A Onda

 

O filme “A Onda” (The Wave), que vi na TV nos anos 80, nunca me saiu da cabeça.

Comentava sobre ele com algumas pessoas, mas raramente encontrava alguém que o tivesse assistido.

Agora a história, verídica, chega às telonas numa refilmagem alemã.

Mostra o “experimento” de um professor como resposta a quem acredita que jamais seria levado pelo fanatismo.

Em 1967, na Califórnia, numa aula de história, um aluno questionou a responsabilidade do povo alemão pelas ações do regime nazista. Por que 80 milhões de alemães se deixaram seduzir por Hitler? O professor, então, fez uma pequena simulação e a chamou de A Terceira Onda. O movimento, no entanto, cresceu e suas ações começaram a sair do controle. Vendo que havia ido longe demais, o professor revelou a farsa, deixando perplexos seus “seguidores”.

O filme revela o aspecto emocional do nazismo. Como você agiria se estivesse envolvido?

O professor real é Ron Jones, hoje com 68 anos, que cedeu os direitos da história para adaptação ao cinema. Há ainda o livro, de Todd Strasser, também lançado em 1981, como o média-metragem  para TV.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Jones disse que “esse tipo de experimento é útil para mostrar quão facilmente nos tornamos vítimas desse tipo de coisa”, mas que “nunca faria isso de novo”.

Há pessoas que parecem sempre estar à espera de alguém que as encaminhe, que as oriente. E isso pode ser usado para o bem ou para o mal. Daí para o fanatismo é um pulo.

Como disse anteriormente, existe todo um aspecto emocional por trás disso tudo e várias análises poderiam ser feitas (não por mim, obviamente, que não sou especialista nessa área).

Recomendo.



Escrito por Lu de Melo às 22h03
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  Turismo em tempo de crise

Como viajar gastando pouco

por Luciana de Melo

O setor de turismo foi um dos atingidos negativamente pela turbulência econômica global. Por aqui, num primeiro momento, o dólar em alta fez o brasileiro desistir dos destinos internacionais, optando por viagens domésticas. A atividade turística, porém, já tem mostrado sinais de recuperação e a expectativa da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, Braztoa, é de fechamento do ano com alta de 5%. A liberação de preços dos voos internacionais pela ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, associada à redução na cotação da moeda americana, está reaquecendo o mercado.

Mas a queda no preço das passagens não é a única boa notícia para quem quer viajar gastando pouco. É possível baratear uma viagem adotando algumas medidas e sem abdicar totalmente do conforto. Quem dá as dicas é Verônica Farias dos Santos, mochileira que acaba de lançar o livro “Meu pé que me leva pelo mundo”, onde conta suas experiências e mostra que mesmo com pouco dinheiro ou sem entender muito bem a língua local, dá pra se aventurar por outros países e adquirir o conhecimento e a cultura que superam o que ensinam os livros de história e geografia. Além, claro, do prazer e alegria que uma viagem como essa pode proporcionar.

 

 

Turismo para todos

Medidas de incentivo ao turismo, pacotes mais acessíveis e facilidades como parcelamentos a perder de vista estão levando uma faixa da população a planejar com mais frequência as viagens de férias e com o real valorizado ficou mais fácil realizar o sonho de uma viagem internacional. A liberação de preços das passagens aéreas internacionais, aprovada pela ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, também contribuiu para o barateamento deste tipo de viagem. Desde abril são permitidos descontos de 20%. Em julho, eles foram ampliados para 50% e em mais três meses, vão para 80%. Em um ano, não haverá mais preço mínimo e as tarifas serão livres.

A ANAC já havia adotado a liberdade tarifária gradual para os voos com origem no Brasil para a América do Sul, que foi concluída em setembro do ano passado. Para os domésticos a liberação de preços já vigora há mais tempo. Os descontos, no entanto, não são obrigatórios, cada companhia aérea trabalha de acordo com suas estratégias comerciais, o que torna necessária uma pesquisa por parte do consumidor em busca da melhor oferta.

Mas, e as hospedagens nos hotéis, os passeios, as refeições? Tudo isso pode elevar muito os gastos da viagem, você pode concluir.  Não necessariamente. Se houver planejamento e disposição para abdicar de alguns confortos, dá para adaptar os custos ao seu bolso. É o que fazem os mochileiros. E não é preciso ter espírito aventureiro, ser radical ou ter idade específica para ser um deles. Qualquer pessoa pode adotar este estilo e desfrutar dos mesmos prazeres proporcionados por uma agência de viagens.

“Viagem por uma agência de turismo sai mais cara porque além dos gastos com funcionários, eles são seu seguro de que tudo correrá bem. Seguro não é barato”, diz Verônica Farias dos Santos, autora do livro Meu pé que me leva pelo mundo. Com uma mochila nas costas, Verônica conheceu 20 países e desfez o mito de que viagens internacionais são para um seleto e abastado grupo. “Queria que mais pessoas se aventurassem pelo mundo. Queria mostrar que se eu conseguia fazer isso, elas também conseguiriam.”

O barato de mochilar

Por todo canto do planeta é possível encontrar albergues, os chamados “hostels”, e não é preciso ser sócio, como muitos ainda pensam, embora os associados tenham alguns benefícios. Eles possuem acomodações coletivas para duas ou até 12 pessoas. A falta de luxo e de total conforto é compensada pelo preço.  A diária em Buenos Aires, Argentina, custa cerca de U$ 12 e em Paris, França, 22. O Brasil está entre os quinze países mais bem servidos deste meio de hospedagem em todo o mundo, sendo líder na América Latina, segundo a Federação Brasileira de Albergues da Juventude.

“Quando se fala em viajar para fora, as pessoas já visualizam um tsunami de gastos com hotéis, alimentação, tours, guias traduzindo tudo, gastos com visitas a museus, parques, transportes”, observa Verônica. “Quando se fala em viagem econômica, o mochilão, cortam-se esses gastos pela metade. É que viajar por conta própria corta o intermediário. É ele quem fica com suas economias, não o local para onde você vai.”

O mochileiro geralmente não utiliza o serviço de guias. Ele mesmo pesquisa os pontos turísticos e compra seus ingressos. A locomoção também é feita da maneira mais econômica – ônibus, metrô e caminhadas. As refeições podem ser feitas no próprio albergue, que disponibiliza uma cozinha com todos os utensílios necessários. Há opção, porém, de direcionar as despesas de acordo com a necessidade. A redução no gasto com hospedagem pode permitir frequentar restaurantes. Ou a economia com a locomoção de ônibus pode render um ingresso para um show, museu ou parque.

O importante é saber que é possível viajar gastando pouco. Verônica ensina: ”Sempre há formas de se baratear uma viagem. Pegar carona, dividir aluguel de carro, dormir na casa dos outros, acampar, preparar sua própria alimentação, aproveitar atrações em dias gratuitos, tudo isto faz com que você use melhor seu dinheiro”.

Outra dica da mochileira são hotéis de linha econômica, para quem acha que será muito chato ficar em albergue. “Os valores são convidativos para quem viaja com uma grana mais que suficiente e provavelmente ninguém vai convidá-lo para conversar em seu quarto e nem pedir para acompanhá-lo ao museu no dia seguinte”.

 

Pé na estrada

O mochileiro também viaja acompanhado, mas para ele não é problema seguir sozinho, sem medo de se deparar com uma língua estranha, com um país estranho. “Essas coisas é que fazem a viagem econômica mais especial”, afirma Verônica. “Além de você descobrir que dá conta de viver com independência, ainda vê seu poder de interagir com pessoas de culturas tão diferentes.

A dica principal da autora para fazer uma viagem econômica é “priorizar o desejo”. “Seus pés estarão pelo mundo muito antes do que você imagina, o que fará muito bem para sua vida e às pessoas que estão a sua volta”. E ela aconselha: "Viajar, viajar... conhecer. Isto é o que vale. Seja por uma agência ou por sua própria conta, o negócio é fazer o melhor possível para desfrutar de todas as coisas boas que uma jornada proporciona”.


O livro “Meu pé que me leva pelo mundo – o barato de mochilar só, com pouca grana e curtindo muito” , de Verônica Farias dos Santos, pode ser adquirido através do site da autora – http://viajequeteajuda.blogspot.com



Escrito por Lu de Melo às 23h20
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  Síndrome de Peter Pan

Estava levando um papo esses dias com algumas mulheres na faixa dos 30/40 anos – uma solteira, assim como eu, duas casadas e outra separada. Esta última reclamava dos homens que encontrou após a separação, “tipos” facilmente identificáveis por todas nós. Todas já se relacionaram, com exceção das casadas (não vou aqui arrumar confusão...rs), com rapazes entre 20 e 30 anos, bonitos, conquistadores, que fazem de tudo pra agradar e que massageiam nosso ego. Alguns até querem relacionamento “sério”, mas sentimos falta de maturidade neles, de algo a admirar além da beleza e juventude.  Sem generalizar, na faixa dos 40 foram identificados dois tipos. Aquele que exibe sem vergonha sua barriga, aparenta de 5 a 10 anos mais do que a idade verdadeira e parece querer alguém pra continuar cuidando dele. E o outro é o eterno Peter Pan, como disse a reclamona da turma.  

Ri muito, porque identifiquei o estilo Peter Pan em alguns homens que conheço e outros que vejo por aí, saltitando em baladas. Eles creem de verdade que o tempo não passou e quando olham no espelho veem refletida não a imagem real, mas aquela de anos atrás. Tentam apagar todos os traços da idade, têm preocupação em parecer sempre jovens e fazem questão de afirmar que ninguém acredita quando falam a verdadeira idade (alguns não confessam a idade nem sob tortura). Têm olhos somente para as gatinhas, claro, já que acreditam que estão com tudo em cima e que fazem sucesso entre as que trocam 2 de 20 por um de 40.

Mas há um outro lado da história, que já ficou nítido pra mim em mais de uma ocasião e com mais de uma pessoa (desconfiança, inclusive, já confirmada por amigos homens). Há alguns que precisam provar a eles mesmos que são os melhores e mais inteligentes, sentem-se superiores e como alguém que tem muito a ensinar, o que fica difícil com uma mulher madura, também inteligente, realizada e independente. O que ele tem a oferecer a ela? Já a garota de 20 e poucos anos fica muito mais fácil impressionar.

Não estou generalizando, mas a cada descrição do “tipo” por nossa colega de papo, vi que é cada vez mais comum esse comportamento nos quarentões. Talvez por isso eu tenha ficado enrolada tanto tempo com amores do passado, embora alguns possam talvez ter se desviado pelo caminho em busca de uma gatinha gostosinha.

Há um desencontro total entre homens e mulheres, sobre intenções, o que faz com que as quarentonas (independentes e felizes) não queiram mesmo compromisso com alguém que não as merece. Como admirar um homem que age como um pavão para as gostosinhas? A mulher busca outro tipo de qualidade nos homens e não a beleza. Já alguns homens correm atrás da beleza fabricada, tentando conquistar garotinhas que ainda não aprenderam a ver o que tem real valor.

E os desencontros continuarão...

Assim como a síndrome de Peter Pan.

 



Escrito por Lu de Melo às 13h22
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  Marina Silva para presidente!

Não, não estou decidindo meu voto com antecedência, mas fico feliz e esperançosa com o anúncio da possibilidade da candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente para a Presidência da República. Até porque, Marina é muito mais admirável do que, a meu ver, Heloísa Helena, radical demais para o meu gosto.

Mas Heloísa não pretende a Presidência e deverá ser candidata do PSOL ao Senado. Já a senadora Marina Silva tem grande chance de ser a candidata do Partido Verde ao Planalto, ameaçando Lula e Dilma e tirando do PT a certeza do “já ganhEI”.

No mínimo isso faria muito bem para o processo político ao evitar dois pólos na campanha eleitoral. E, provavelmente, todos os decepcionados com o caminho que o Partido dos Trabalhadores tomou votariam em Marina, que segue com coerência sua história na política.

 

Não acredito que ela ganhe, mas se faz necessária uma candidatura como essa, num momento em que ideologias políticas são jogadas pelo ralo. Seria chover no molhado falar aqui sobre os conchavos atuais entre inimigos políticos do passado.

 

Não sou conquistada apenas com oratória. Não sou eleitora do Lula e nem de outros do PT. Marina Silva atua pelo partido há 30 anos, mas está em outro nível, longe de toda sujeira e escândalos descobertos nos últimos tempos.

Ainda não decidiu se aceita o convite do PV, mas já me animo e torço para que a candidatura se concretize.

Com isso, talvez o PT precise rever todas as suas estratégias.

 



Escrito por Lu de Melo às 14h13
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 36 a 45 anos



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