A sétima arte brasileira

Acabei de assistir Estômago e fico feliz com a qualidade do cinema nacional. Muita coisa boa tem sido feita, mas, infelizmente, passa despercebida do grande público, que lota salas apenas para ver filmes mais populares, a exemplo de Se eu Fosse Você, Tropa de Elite e Carandiru. É claro que mereceram a bilheteria alcançada, mas está longe ainda o dia em que longas como Estômago vão levar mais gente aos cinemas. Talvez a falta de investimento, inclusive para divulgação, contribua para a pequena bilheteria da maioria dos nossos filmes, mas acredito em mudanças. Na verdade sempre vi Cidade de Deus como um marco. O filme de Fernando Meirelles trouxe inovação e não à toa foi elogiadíssimo por sua edição/montagem. Penso que há uma divisão das produções nacionais em pré e pós-Cidade de Deus e mesmo com pouco apoio e investimento, diretores e produtores têm se superado e apresentado excelentes filmes. Não vou cometer o erro, claro, de esquecer da retomada anterior a isso, com Central do Brasil por exemplo, mas ao citar Meirelles, me refiro a uma nova maneira de fazer cinema. Resumindo: na próxima vez que for à uma locadora, dê uma espiada nos nacionais e arrisque. Você também pode ter boas surpresas. Indico: Não por Acaso Saneamento Básico – O Filme Última Parada 174 Estômago Casa de Areia Meu Nome não é Johnny O Ano em que meus pais saíram de férias O Outro Lado da Rua O Signo da Cidade Cama de Gato E vários outros que não vou lembrar agora... Enjoy!
Escrito por Lu de Melo às 23h21
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