Luciana de Melo
  Amizade tem fim?

Saudade de um amor perdido é saudade doída.

Saudade de uma amizade que fica pelo caminho é diferente, daquelas imcompreensíveis.

Até se assemelha com amor quando você pensa no carinho trocado, nos momentos de entrega... e se pergunta: pra onde foi tudo isso?

Mas o fim não se questiona, não se cobra explicação.

Algo acontece, algum desentendimento não percebido...

Um joga uma bandeirinha branca, deixando claro que está lá.

Mas uma bandeira branca solitária é só uma bandeira branca solitária.

Amizade tem fim?



Escrito por Luciana de Melo às 22h31
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Homens e mulheres buscam coisas diferentes nos relacionamentos. Quantas vezes você já viu listas sobre o assunto? Homens buscam uma mulher que cuide deles, que seja companheira, que represente uma família. Mulheres buscam um amor. Homens não idealizam a mulher, mas a relação. Daí vem a famosa frase "essa é pra casar". Mulheres idealizam o homem. E por isso erram tanto. Olham para aquele homem lindo e imaginam que além da beleza, ele apresente uma infinidade de qualidades. Depois percebem que de príncipe encantado ele não tem nada.

O homem precisa de pouco para estar satisfeito numa relação. A mulher vive em busca, sempre, o tempo todo. A mulher precisa de demonstrações de amor de diárias. E quando isso não acontece, ela fica frustrada, mas não abre mão da relação, acredita que tudo pode melhorar. A mulher perde tempo achando que "tudo pode melhorar. Com o passar do tempo ela aprende a se conhecer e passa a entender o que a faz feliz. Já não busca o homem mais bonito, mas o mais gentil, o mais atencioso, o mais honesto, o mais amoroso...

Já o homem, se não casou com a primeira, a segunda ou a terceira namorada, a tendência é que continue a buscar só diversão. 

Agora... sabe o melhor disso tudo? É que são apenas estereótipos. Exemplo: gosto tanto de pertencer ao signo de gêmeos que incorporo algumas características dele, involuntariamente. Assim agem algumas pessoas também. Dizem que os homens procuram logo uma mulher para formar uma família e a maioria, influenciada, segue esse comportamento. Mas há aqueles que seguem buscando, até encontrar o verdadeiro amor, mesmo que ela não se pareça em nada com sua mãe ou com o modelo de mulher apresentado a ele por toda a vida.

Falando em vida... veja só, ela é mais ampla do que mostram as normas. Que não são obrigatoriamente estabelecidas. Você faz as suas regras. Embora seja mais fácil seguir o já determinado. Você decide.



Escrito por Luciana de Melo às 09h26
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Vendo uma cena de caminhoneiro na estrada, na reprise de O Rei do Gado, lembrei da época em que trabalhei no Interior.

Estava formada em jornalismo. Meu namorado era de São Miguel Arcanjo e levou meu currículo para uma TV em Itapetininga. Mesmo sabendo que praticamente pagaria para trabalhar, aceitei o emprego. Fui morar em São Miguel Arcanjo, na casa de uma amiga, e trabalhava em Itapetininga, distante cerca de 50 quilômetros.

A princípio ia de ônibus. Trabalhava pela manhã como repórter. Ao mudar para apresentadora do jornal, saía da TV à noite, depois do horário do último ônibus entre as cidades, e precisei levar meu carro, que até então estava em São Paulo. Pegava a Raposo Tavares, num trecho de pista dupla, sem iluminação. Só caminhões no trajeto. Mas os motoristas desses veículos agem de maneira muito diferente nas estradas do Interior. Davam passagem, sinalizavam perigo, eram “amigos”.

Era nova de carteira, aprendi a dirigir ali. Também perdi o medo nesta fase. Estava em 1991 e fazia meu trajeto ouvindo uma fita K7 no toca-fitas do meu Prêmio. A fita tinha várias músicas do Erasure: Oh L´Amour, Blue Savannah, Stop!, entre outras. Daquelas fases que parecem ter acontecido em outra vida. E como é gostoso isso, lembrar fases e histórias que não parecem as nossas...



Escrito por Luciana de Melo às 14h06
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  :)

Estou "de regime", um conjunto de prescrições qualitativas e quantitativas concernentes aos alimentos destinados a manter ou a restabelecer a saúde, ou a provocar o emagrecimento ou o aumento de peso, segundo o Wikipédia.
Ou estou "de dieta"? Que refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa tem uma dieta específica (saudável ou não). Cada cultura costuma caracterizar-se por dietas particulares. Contudo, popularmente, o emprego da palavra "dieta" está associado a uma forma de conter o peso e/ou manter a saúde em boas condições. Também segundo o Wikipédia.
O fato é: emagreci mais de 6 quilos em dois meses e pretendo perder (sem recuperar!) mais 4 quilos, pra voltar ao que era quando me sentia eu (!).
E me dá uma vontade de comer um brigadeiro agora!
Até posso. Mas não o  farei.
O fim de semana promete! Fondue no sítio da Dora, em São Miguel Arcanjo, com vinho e tudo mais que vier de complemento. Torcendo por um dia bom com sol e mais uma visita à reserva ecológica Carlos Botelho. E uma noite fria, típica da cidade no inverno.
E se os planos não permitirem todo o pensado, tudo bem também. Vamos à uma vinícola local. Ou não. Língua de fora

E o peso a mais que vier, perderei nas semanas seguintes.

O que importa é rever queridos amigos, amigos de uma vida toda, matar a saudade e sentir-se bem.
E como tudo isso me faz bem! Riso



Escrito por Luciana de Melo às 14h52
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  Abstrair

“Nossa... você viu? Ela nem me falou bom dia...”

“Deu atenção para o outro, mas passou por mim batido.”

“Estava tudo bem, mas levei uma resposta atravessada... acabou com o meu dia.”

...

Tenho uma amiga que se dá bem com todo mundo. Alto astral! Parece que nada a derruba. Quando falamos “nossa, mas tal pessoa é...”, ela logo diz: abstrai!

E desde então tento abstrair. Não é fácil. Ficamos magoados ou incomodados com atitudes dos outros. Mas nunca sabemos o motivo dessas atitudes. A pessoa que provocou seu mal-estar sabe mesmo o que fez? Nem sempre.

Lembro que há muito tempo, estava passando por uma situação muito complicada com a doença do meu pai. Tinha vontade de chorar o tempo todo, mas não podia fazê-lo no trabalho, por motivos óbvios, e nem em casa, pra poupar minha mãe. Mas, claro, não era `toda sorrisos´. Certo dia, um apresentador da rádio em que trabalhava veio à porta da redação falar “bom dia” e respondemos. Mas ele, não satisfeito, disse: “nossa, que caras feias... não podem responder com um sorriso?”.

Não sei os outros, mas eu tinha meus motivos pra não sorrir. Essa pessoa, porém, estava mais preocupada em satisfazer sua própria gentileza, sem sequer pensar na possibilidade de não ser atendida.

Somos egoístas. Pensamos em nós mesmos em primeiro lugar. E nosso bem-estar está atrelado ao que o outro faz ou pensa em relação a nós.

Por isso o “abstrai” da minha amiga nunca me abandonou.

Se alguma atitude me deixa mal, tento pensar numa outra possibilidade. Pode ser que as atitudes das outras pessoas, ou nossas, sejam conscientes e que elas tenham intenção mesmo em agir daquela maneira. Ou não. Posso ter pisado na bola com alguém sem me dar conta.

Há pessoas que não mudam com o passar do tempo, que seguem carregando blocos de pedra por toda a vida. Eu escolhi tornar a minha mais leve. Há momentos em que as pedras me perseguem. Mas aí tento imaginar um desenho animado. E elas se desintegram como por mágica! Não tenho (e não devo ter) tempo a perder. Desconsidere o que não agrada. E seja feliz!

 



Escrito por Luciana de Melo às 15h00
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  O não ser apático

É possível se relacionar com alguém que nada tem a ver com você? Em tempos de redes sociais ativas, você sabe tudo (ou quase tudo) o que o outro pensa. Se você não sabe, é porque o “dito cujo” não está ativo nas redes sociais, e talvez por isso não mereça crédito (sim, porque o cara “engajado” está nas redes sociais). E aí você detecta que ele é esquerdista (nem precisa de muita coisa pra sacar) ou direitista (aquela defesa aqui e ali fez você desconfiar...). E, então, o que fazer??? Sempre curti aquele cara. O via aqui e ali... e sempre me agradou. Então, sem querer, vi um post dele curtido por amigos em comum. Um post que ia contra minhas convicções. Ele era interessante, mas...  deixou de ser. Não curto quem apoia esse tipo de coisa. Lembro que na era do “Orkut” (nossa, faz tanto tempo assim?), para entender quem era o cara, pesquisávamos os comentários dos amigos, os depoimentos... Dava pra ter uma ideia do que era mentira ou verdade. Hoje é mais difícil, nada é tão claro assim.  E voltamos à época em que não havia nada disso. Só sabíamos se ele era “letrado” quando mandava um cartão de fim de ano. Escreveu direitinho, com todas as conjugações corretas? Antes disso, já havíamos beijado, ficado... Não me lembro de, na adolescência, ter perguntado a tendência política dos meus “ficantes”. Aliás, quanto mais diferentes de mim, mais instigantes eram.  Hoje... Hoje nos distanciamos de pessoas antes próximas porque (aparentemente) mudaram de posição. As  “manifestações de junho” mostraram caras desconhecidas, dividiram o país. Sou deste lado ou do outro. Fizeram a gente acreditar que não há um meio termo. E tudo ficou muito chato. Não existe nada entre “o contra” e o “a favor”. Não existe mais “centro”. Ou sou esquerda ou direita. Não! Estou “aqui”! Nem lá nem cá. Não estou contente nem com a direita e muito menos com a esquerda. Aécio censurando a internet? Mas era o que se temia no governo Lula, algum tipo de censura... Voltando às relações, pessoais ou amorosas, é possível se relacionar com tolerância? Se ele é engajado na esquerda e eu tenho tendências à direita, é difícil. O contrário também. Não tem como conviver com lutas quando pensamos completamente diferente. A menos que você seja uma pessoa apática. Não é o meu caso. Não tenho estrutura pra viver em algo que não acredito. E olha que estamos em 2014! E se fosse nos anos 1960, 1970?

 



Escrito por Luciana de Melo às 18h51
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  Hora da faxina

 

Li hoje uma matéria sobre sono, sobre a limpeza que ele faz no cérebro e como é necessária essa faxina das toxinas acumuladas. Dormimos menos que o necessário, há tempos cientistas alertam sobre isso. E vivo tentando mudar hábitos, sem sucesso. Mas o que me chamou também atenção foi quando um médico falou sobre os problemas causados pelos smartphones levados para o quarto. Ele disse: “Se você acorda no meio da noite e verifica seu telefone, inevitavelmente ficará frustrado e preocupado com alguma coisa que viu, levando seu corpo a se tensionar”. E lembrei que isso não é prejudicial só para o sono. Há pouco tempo estava conectada através do celular, passando por portais e redes sociais, e senti um desconforto ao sair dele. Não sei ao certo o que me desagradou. Vendo rapidamente diversas páginas, algo me incomodou. Como continuei absorvendo outras informações, fiquei sem saber o que foi exatamente. Ao largar o telefone, porém, a sensação ruim permanecia.

Acabou, pra mim, sendo um exemplo do quanto isso interfere em nossa vida e até em nossa saúde. Percebi que esse lixo acumulado no cérebro, citado por especialistas, precisa mesmo de um tempo maior para a faxina. Sete horas de sono é o mínimo, dizem. O ideal seria entre sete e nove. E longe de qualquer estímulo eletrônico ou visual, de preferência.

A mudança para hábitos saudáveis vai além de uma alimentação correta e exercícios físicos. Inclui também se afastar do computador, do celular... Com certeza sobrará tempo e energia para tantas outras coisas mais importantes e interessantes a fazer.



Escrito por Luciana de Melo às 21h36
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  Assovio musical

 

Estava voltando pra casa a pé do salão e à minha frente um homem seguia assoviando uma canção.

Era um som tão perfeito, tão afinado, tão agradável e tão claro, que duvidei ser simplesmente uma pessoa assoviando.

Fiquei na dúvida se era mesmo ele, olhei para os lados e o som parecia estar no ar. Poderia vir de um alto falante ou de um carro...

Mas confirmei tratar-se mesmo dele quando passou outra pessoa com um cachorro e ele parou pra fazer carinho no bicho, trocando algumas palavras com o dono.

Neste momento, passei por ele e pude vê-lo voltar a assoviar ao seguir o caminho.

O que me chamou atenção nisso?

Além da bela melodia, desconhecida pra mim, foi ver uma pessoa feliz, curtindo a vida, curtindo o tempo, calmamente... Do contrário não conseguiria assoviar daquela maneira.

Isso aconteceu exatamente hoje, início das minhas férias. Foi como um recado. Não poderia ter melhor exemplo de como aproveitar meus dias.

Saio de viagem, mas quero fazer meus horários, meu roteiro, minhas paradas. E assim será.

Já desacelerei.

Horário pra ir e voltar, apenas. Tempo só de contemplação, como os segundos de escuridão que marcam os faróis, aqueles que visitaremos.

Sempre viajo sem expectativas e sem muito planejamento porque quero ser surpreendida.

Geralmente funciona.

Na volta conto minhas impressões.



Escrito por Luciana de Melo às 20h16
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  Amizades, encontros de alma

Hoje é fácil preservar contato. A internet está aí pra nos manter próximos uns dos outros. Mas houve uma época em que a mudança de endereço fazia com que perdêssemos a ligação completamente. E foi assim que deixei de ver amigos queridos. Seguimos caminhos diferentes, mudamos de endereço, de trabalho, de vida...

Alguns, reencontrados pela internet, mostraram-se diferentes. Não eram mais os velhos amigos. Mas há exceções, felizmente.

Certa vez, a atendente da rádio foi ao estúdio com o número de um telefone celular dizendo que um ouvinte tinha ligado querendo falar comigo. Elas não estão autorizadas a encaminhar ligações, não podemos falar por telefone com todos que ligam querendo conhecer, conversar. Ele, então, pediu que ela entregasse a mim seu número, para eu ligar. Informou que era um amigo antigo, que não falaria o nome e que eu ficaria feliz com a surpresa. Achei estranho e ainda comentei que ele era pretensioso. Guardei o número. Depois, pensei: “vamos ver de quem se trata”.

Ao falar o “alô” um para o outro, já nos reconhecemos. E adorei mesmo a surpresa! Ele sabia o que estava falando. Era um amigo de trabalho dos anos 80, de uma fase em que as amizades ficam marcadas. Encontramos-nos pouco tempo depois e foi como se o tempo não tivesse passado. Mas ele estava casado e com uma mulher ciumenta acabamos novamente nos afastando. Falávamos por telefone eventualmente, mas continuamos distantes. Hoje ele ligou e foi como se estivéssemos frente a frente lá atrás, há 20 e tantos anos.

Incrível como algumas pessoas fazem bem ao nosso coração. Existem almas que são ligadas, creio nisso. Meu irmão de outra encarnação. :)



Escrito por Luciana de Melo às 22h02
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  Bette Davis e Eu

Sempre fui fã do Wilson de Santos. O conheci na Cia. Baiana de Patifaria, em A Bofetada, peça que assisti por quatro vezes em anos diferentes. Recentemente fui conferir também sua performance em A Noviça Mais Rebelde. E agora, com promoção da Nova Brasil, fui vê-lo em “Bette Davis e Eu”.

Não tinha dúvida de que gostaria desta última. Estariam reunidos um ator que admiro, Bette Davis, cinema e comédia. Como não gostar? E acabou indo além do que eu imaginava. A abertura já foi muito boa, com cenas da atuação de Bette Davis e a música cantada por Kim Carnes, Bette Davis Eyes, como trilha.

“Bette Davis e Eu” conta a história real vivida pela escritora norte-americana Elizabeth Fuller, que em 1985 recebeu a atriz para jantar em sua casa e acabou por hospedá-la devido a uma greve hoteleira que se estendeu por meses. A estadia da diva acabou interferindo na rotina da casa, principalmente por conta do gênio forte e difícil daquele ícone cinematográfico. Na preparação para o papel, Wilson chegou a ir a Nova York para conhecer pessoalmente Elizabeth Fuller, interpretada aqui pela ótima Flávia Garrafa.

De acordo com entrevista com Wilson, Bette Davis tinha 76 anos na época do ocorrido, estava fragilizada após uma fratura na bacia e outros problemas de saúde. Em cena ela aparece com uma bengala, demonstrando essa fragilidade. Porém, continuava com sua personalidade marcante, característica que dá à peça momentos de extremo humor, culminando num final emocionante. Segurei as lágrimas, já que estava tão envolvida com a história e acabei também sentindo a despedida.

Saí com vontade de indicar para todo mundo, mesmo que ele não tivesse pedido, como o fez no encerramento. Aliás, gosto muito disso, de um bate-papo rápido com o público ao final do espetáculo.

Mas se você quiser conferir, vai precisar correr, porque a temporada no Teatro Renaissance vai até 30 de junho. A direção é de Alexandre Reinecke. Eu adorei! E tenho certeza que você também ficará feliz por conferir.

Teatro Renaissance

Alameda Santos, 2233

Informações:  3069-2286



Escrito por Luciana de Melo às 01h34
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