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Segredos Inconfessáveis

Todo mundo tem um segredo e o guarda a sete chaves. Há alguns que precisam ser divididos, nem que seja com a melhor amiga/amigo... Existem pessoas, porém, que não conseguem guardá-los, acabam os revelando com o passar do tempo. Muitos segredos perdem a importância com os anos, como na música A Lista, de Oswaldo Montenegro: “quantos segredos que você guardava, hoje são bobos, ninguém quer saber...” Mas estou aqui para falar de segredos inconfessáveis. Tenho um do tipo. Achei que com o tempo eu poderia revelá-lo a alguém bem próximo, mas não é possível, apesar de decorridos muitos anos. Não se trata de algo imoral, como se pode imaginar. Muito menos ilegal. Mas eu mesma não gosto de pensar a respeito. Não que me incomode ou me martirize, pelo contrário. Ficou no passado e não há porque ser revivido ou divulgado. Tenho este segredo. E nunca o contei a ninguém. “Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos.” (Antoine de Saint-Exupéry) “Há verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves.” (Clarice Lispector)
Escrito por Luciana de Melo às 22h14
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Ano Novo

E então chega ao fim mais um ano. E o que você fez? O saldo é positivo ou negativo? Não faço hoje este tipo de avaliação. Não dividi em etapas este período, não torço para que acabe logo e venha outro melhor e não penso em ter outro tão bom quanto. Não há planos, não há levantamento de prós e contras. Foi um bom ano. Neutro em algumas áreas. Mais feliz em outras. Mas não chego ao fim de um ciclo, permaneço nele. A vida continua na mesma reta. E o bem que peço hoje, as bençãos que desejo, são as mesmas de sempre. Paz, proteção, saúde, prosperidade, amor, harmonia, felicidade... são pedidos diários, não dependem de um fim de ano. Ano novo e feliz. E Deus nos abençoe nesta data e em todas as outras.
Escrito por Luciana de Melo às 15h20
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Vamos?
Em Madri, a Rosa Maria, uma desconhecida, nos fez um convite: querem almoçar na minha casa? Alguns aceitaram de pronto, outros ficaram temerosos. Aceitar um convite assim é natural? Não, nem todos crêem que seja livre de intenções. Mas era. E tivemos um ótimo almoço. Ao final, o pedido da Rosa Maria foi simples: rezem pelo meu irmão, que é esquizofrênico. 
Você aceita um convite inesperado? São poucas as pessoas que respondem a um convite assim. Por desconfiança. Temor, talvez. É natural. Principalmente se vier de alguém desconhecido. Na viagem que fiz à Espanha, fomos surpreendidos por uma senhora em uma rua de Madrid, que nos convidou para almoçar em sua casa. Estávamos caminhando num grupo de oito pessoas, perto do horário de almoço, quando cruzamos com ela. Trazia uma sacola com um pão dentro. Perguntou se não queríamos almoçar, já informando o prato: macarrão. Os meninos se adiantaram, aceitando de pronto, mas uma das meninas ficou com medo. Fiquei também com receio, era uma situação inusitada, mas acabamos aceitando. Ao entrar no prédio, perguntei se ela morava sozinha (pra medir o grau de perigo...). Respondeu que eram só ela e o gato. O prédio antigo, embora bem conservado, me remetia a filmes como O Bebê de Rosemary... Ela subiu sozinha no elevador, pequeno para tanta gente. Subimos pela escada. Chegando ao apartamento, havia uma travessa de macarrão no forno, incrementado com vários ingredientes, demonstrando que ela pretendia mesmo convidar alguém para o almoço. Se não fosse nós, seria outro grupo de jovens da JMJ (Jornada Mundial da Juventude). Madrid estava cheia deles, um milhão e meio no total, que foram à cidade para o encontro com o Papa Bento XVI. Comemos bem (os meninos repetiram), tivemos refrigerantes como acompanhamento, melão geladinho como sobremesa (ótimo para um calor de 40 e poucos graus) e ainda chocolates. Quase acabamos com os chocolates da Rosa Maria. Este era o nome dela. Na despedida, ela pediu que rezássemos pelo seu irmão, que era esquizofrênico. Neste momento entendi o gesto dela, que a princípio causou desconfiança. Era só uma pessoa sozinha, cristã, que queria fazer parte daquele evento de alguma maneira, que gosta de compartilhar, que se doa de alguma forma e que acredita na fé que pode curar. Aquele almoço fez bem a todos. Ao aceitarmos o convite, melhoramos o dia da Rosa Maria. E também o nosso.
Escrito por Luciana de Melo às 18h50
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Dia do Homem?

15 de julho – Dia do Homem. E a primeira coisa que pensei quando vi uma propaganda sobre a data n’O Boticário foi: conveniência! Então li uma das notícias na rádio na véspera, que falava sobre atendimento médico voltado aos homens na Praça da Sé por ocasião da data. Ok, há uma causa maior e não só objetivos comerciais. Há?
Mas, aí veio o auto-questionamento... Qual o tipo de homem que poderia comemorar esta data? Minha resposta? Não todos aqueles que se dizem “homens”. Na verdade, nunca vi muito sentido no dia 8 de março. Para lembrar a luta das mulheres por direitos iguais não é necessário criar uma data, essa luta deve ser diária. Reconheço que fico feliz com a homenagem de algum ser do sexo oposto, mas é pura vaidade... Tenho razões para não valorizar o dia do homem, porque não deve haver distinção entre sexos e pessoas. Somos todos seres humanos, quando tratamos de direitos e deveres. Dias dos homens, dia das mulheres, dia dos idosos, dia das crianças... Todos eles demonstram nossa incompetência em gerenciar nosso mundo, uno! Parabéns a você! Pelo seu dia. Seja homem, mulher, idoso, criança... Parabéns a você, que simplesmente existe e respeita as diferenças. Hoje é o seu dia!
Escrito por Luciana de Melo às 15h05
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Altos e baixos existem na vida e nas relações, não só nas amorosas, mas nas de amizade, nas familiares e até nas profissionais. São fases. Como lidamos com essas fases é a questão. Podemos afastar pessoas ou nos afastar delas achando ser esse o caminho mais fácil. E é, na verdade. Manter em alta todas essas relações requer trabalho, atenção, disponibilidade. Por vezes nos cansamos de doar e comodamente queremos apenas receber. Mas não é assim que funciona. Somente a troca mantém os sentimentos vivos. O contato pode continuar, mas frio e descompromissado faz o amor menor. É natural em alguns momentos culparmos o outro pelo afastamento. As medidas não são as mesmas para todos. O fato é que cada um dá o que recebe. E como diz Drexler: "e logo recebe o que dá." "El amor que me darías, transformado volvería un día a darte las gracias...
Cada uno da lo que recibe y luego recibe lo que da,
Nada es más simple, no hay otra norma:
nada se pierde, todo se transforma."
Escrito por Luciana de Melo às 20h11
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Seja mais humano

Tenho resistido a escrever sobre isso, porque sei que posso me indispor com algumas pessoas (ou várias) e... não tô a fim... Mas... Não dá. Não dá pra aguentar a onda de defensores de “bichos”. Não vou falar sobre isso no facebook, no twitter ou seja lá qual for a rede social, mas aqui, num espaço que é meu, onde não tenho que aturar posições intransigentes desses defensores. Estou “eu” sendo intransigente? Sim! Aqui eu posso. Acho um absurdo pessoas que tratam melhor os animais do que outros seres humanos. Minha indignação começou quando vi as notícias das chamadas “pessoas do bem” que queriam adotar os animais “órfãos” da tragédia na região Serrana do Rio. Essas mesmas pessoas “solidárias” não se movimentaram pra saber se as crianças órfãs estavam precisando de algo. Este foi só o início. Casos sucessivos dos tais defensores têm pipocado aqui e ali e não vou citar situações pra não entrar na briga com quem tem esse pensamento. Continuem pensando assim, vocês têm todo o direito, e eu continuo achando isso o fim! Também estou no meu direito de achar que quem valoriza mais um cachorro que um ser humano tem algum problema... Claro que defenderia um animal e desprezo quem os maltrata. Mas entre uma pessoa faminta e um cachorro, gato ou seja lá qual animal, OBVIAMENTE minha atenção estará voltada para o HOMEM. Bicho não é gente!!!!
Escrito por Luciana de Melo às 14h04
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Previsões

No final do ano 2000, fui consultar especialistas para saber como começaríamos o século 21. Interessante reler o que diziam os astros, os números, os símbolos... Se é que diziam algo. Previsões para 2001 por Luciana de Melo Jornal Performance Paulista Finalmente chegamos ao século 21 e ao terceiro milênio. Tanta expectativa se fez em torno desta data. Com certeza, um dia, você deve ter se perguntado o que estaria fazendo nos anos 2000 e 2001. Antigamente, as previsões apontavam para um mundo diferente da realidade de hoje, mas não completamente. O homem não possui carros voadores, não vive em meio a robôs, não conseguiu montar bases residenciais em outro planeta. Porém, chegamos à época do microondas, dos telefones celulares, da Internet, das teleconferências... Mas e agora? O que acontecerá nos próximos dez anos? E nos próximos cem anos? Como será o mundo no quarto milênio? Essas perguntas são inevitáveis. Nesta edição, o Performance Paulista traz a previsão de alguns especialistas para esta virada de milênio. Ouvimos o numerólogo Celso Junqueira, a terapeuta em sincronicidade Ira Pepino, que fez sua análise segundo o I Ching, e o astrólogo Antonio Facciolo Neto, falando sobre os rumos do Brasil e do mundo nos próximos anos. Vale a pena guardar as análises e comparar depois com os acontecimentos mundiais.
Um novo tempo
Normalmente, nesta época do ano, as pessoas fazem planos para 365 dias. É raro que tenham programas concretos para uma década, por exemplo. Agora, no entanto, estamos mudando de século e de milênio, e as metas e previsões vão um pouco além. O que acontecerá no século 22? O mundo ainda existirá no quarto milênio? Muitos já começam a trabalhar pensando nisso. Não que exista pretensão em viver tanto, porém, o mundo está em evolução e é dessa evolução que dependem as gerações futuras. Tanta expectativa se fez em torno do século 21. Como a humanidade estaria vivendo? A alta tecnologia comandaria a vida das pessoas? Chegamos a ele, enfim, com algumas previsões desfeitas, outras confirmadas. O conhecimento científico ainda não levou à vida em outros planetas, mas trouxe benefícios para a saúde humana, para as empresas e para a vida cotidiana. E com o novo século, novas previsões são feitas. Algumas trazem esperanças, sentimento tão presente neste momento, outras podem trazer mais preocupações com o futuro.
Numerologia Mudança de atitude
A interpretação do significado dos números tem como objetivo mostrar caminhos para o equilíbrio e harmonia. O estudo desses números não é um método milagroso que soluciona todos os problemas, como explica o numerólogo Celso Junqueira: numerologia não é sistema de adivinhação, nem fórmula mágica para sucesso, prosperidade, fama ou felicidade. Os números apenas mostram influências que, como tudo na vida, possuem aspectos positivos e negativos. O livre arbítrio faz a escolha. De acordo com a numerologia, terminou o tempo da individualidade. O milênio que se encerra foi regido pelo número 1. E essa é a indicação da influência de individualidade, independência, comando, egoísmo e racionalidade demasiada. A influência do número 2 (que rege o novo milênio) significa cooperação, união, pacificação, associação, diplomacia. E temos essa influência do número 2, como ponto principal para a harmonia do Planeta e da humanidade, diz Junqueira. Segundo o numerólogo, a humanidade tem a oportunidade e a necessidade de utilizar positivamente tudo o que aprendeu nesse milênio que se encerra, para obter a paz interior e a qualidade ideal de vida. Ele explica: o número zero, nesse contexto, indica o todo, e em uma análise lógica e criteriosa da significação dos números, devemos utilizar a influência do número 2, da união, da inspiração, da pacificação e da sensibilidade para transformar o todo e atingir objetivos e metas de forma compatível e harmônica com esse tempo. Essa análise reflete atitudes que vêm tomando corpo nesse fim de milênio, como o aumento no número de voluntários e de empresas que passaram a valorizar o trabalho social. “As uniões para a solidariedade se espalham em pequenas células, nos pequenos grupos, ainda que não as vejamos tanto na mídia, mas cada vez mais é possível perceber maior consciência nas pessoas quanto à prática da solidariedade. Ainda existem muitos focos de violência, mas vão ficar em total desacordo com a influência natural dessa nova década, século e milênio”, acredita Junqueira.
I Ching Unificação e sincronidade
I Ching quer dizer Livro das Mutações e foi criado pelo imperador chinês Fu Hsi como um livro de símbolos, sem texto. Esses símbolos representavam os estágios das mutações, entendidos como os estágios da vida e ciclos da natureza. Só mais tarde textos explicativos foram criados para ajudar a decifrar o oráculo. Ira Pepino, terapeuta em sincronicidade, descreve que, segundo previsões do livro milenar do Oriente, 2000 foi o ano da análise e em 2001 viveremos a síntese, ou seja, a conseqüência dos efeitos. O bem será triplicado, porém será necessário triplicar as forças para combater o mal e colocar a casa em ordem. Para o ano 2001, está prevista uma grande abertura das percepções extrasensoriais, as pessoas não estarão apenas olhando a vida com os dois olhos físicos, mas estarão enxergando com o terceiro olho. É a visão da alma em ação. De acordo com o I Ching, será despertado o amor e o respeito pela preservação dos três reinos da natureza: mineral, vegetal e animal. Na saúde, a previsão é de muitas curas no novo século, resultantes do efeito da união entre ciência, filosofia, arte e espiritualidade. Esse fortalecimento se dará graças à receptividade das pessoas para a cura. A energia da convicção fortalecerá o campo científico, gerando recursos para os avanços da ciência. Os brasileiros devem ter esperanças de um ano melhor para o País, segundo o I Ching. O Brasil sai, gradualmente, de um estado de inconsciência, onde imperam os conflitos, a insegurança, o medo, o desemprego, a desonestidade, e caminha rumo à conscientização de que não será vencido pelo mal. O resgate do País, no entanto, dependerá do seu povo, na disciplina do pensamento, das imagens e das emoções. Sua verdadeira vitória está na bandeira da esperança erguida na mente do seu povo. Para os empresários, um conselho do I Ching: em 2001, a chave é a comunicação.
Astrologia Tempos difíceis
A astrologia já foi chamada de a mãe de todas as ciências e aparece desde os primeiros registros do aprendizado humano. Ela investiga a ação dos corpos celestes sobre os seres vivos e a reação desses a esta influência. Muitos acontecimentos mundiais já foram explicados segundo o mapa astral apresentado no momento em que eles aconteceram - guerras, catástrofes etc (o nível de acerto da previsão mundial é de 80%). E no que depender da astrologia, a previsão para os próximos anos não é tão otimista quanto as apresentadas pela numerologia e pelo I Ching . De acordo com o mapa traçado pelo astrólogo Antonio Facciollo Neto, diretor e professor da Urânia, Instituto Paulista de Astrologia, a situação mundial não é boa. Segundo ele, até agosto de 2002 o Oriente Médio continuará em ebulição. A situação de Israel com os Palestinos começou a incendiar e a previsão não é boa. Essa influência vem desde julho de 2000 em função da conjunção Sol-Marte, que dura dois anos. Há também risco de movimentos revolucionários na China nesse período. O Brasil corre perigo em sua fronteira, previsão explicada pelos problemas existentes em relação ao narcotráfico na fronteira Brasil-Colômbia. Numa previsão mais a longo prazo, podem haver alterações financeiras internacionais que afetarão as instituições bancárias e a circulação da moeda. Essa crise poderá levar à criação de uma moeda única. O Brasil tem o Sol no signo de Virgem, explica Facciollo, e Plutão está em quadratura, o que, segundo a astrologia, não representa um bom quadro para o País. Haverá dois anos ainda difíceis para o presidente Fernando Henrique Cardoso, que coincidem com o final de mandato. Nesse período, a situação não vai melhorar para o brasileiro. “Já São Paulo tem o Sol em Aquário, e Plutão está em bom aspecto com esse signo, o que tende a fazer o município ressuscitar nos próximos dois anos”, diz o astrólogo. O ano todo será bom no aspecto social em São Paulo. A partir de maio de 2001, haverá um período de progresso. Até lá, o grupo conservador que está no poder tende a atrapalhar a administração da prefeita Marta Suplicy e ela vai descobrir que uma série de estruturas nas quais deveria se apoiar está minada. Mas nada vai conseguir barrar sua índole reformista. Problemas com tráfego de veículos e com moradias na capital paulista podem ocorrer, segundo as previsões. A segurança em São Paulo vai melhorar, mas daqui a uns três anos. A prefeita, garante Facciollo, tem toda corrente cósmica para ajudar. Depois de maio tudo passa a deslanchar. “A prefeita pegará um período bom para trabalhar. E o mapa de Marta Suplicy também é bom”, assegura Facciollo. “Resta saber se ela aproveitará esse ciclo. Espero que ela aproveite”, diz ele. E nós, paulistanos, também esperamos.
Escrito por Luciana de Melo às 18h15
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Desvantagens da idade

Ouvi, não lembro onde, que a probabilidade de uma pessoa com mais de 35 anos se casar, diminui não só por causa da escassez de parceiros solteiros, mas porque sempre procuramos uma relação melhor do que a que já tivemos. E com essa idade é pouco provável que isso aconteça. Por volta dos 20, 25 anos, o casamento acontece por impulso. Você ama e não pensa muito. Acaba casando. Depois, já começa a pesar as vantagens e desvantagens da vida a dois. Mais pra frente então, procuramos um amor melhor e mais completo do que aqueles já vividos, mas é quase impossível encontrá-lo. Isso deve acontecer também porque com o passar dos anos perdemos a ilusão, nos tornamos menos emocionais e mais racionais. E não só nas relações amorosas. Buscamos sensações melhores e mais intensas do que as já vividas também nas amizades, no lazer, nas relações cotidianas. Se não encontramos, resta a saudade do que já passou, dos “bons tempos”. E esse saudosismo não é porque pensamos e não agimos, mas porque a ação de hoje parece não ter o mesmo efeito de antes, não provoca o mesmo prazer. A verdade é que envelhecer não é problema. O problema é o que fazer com toda a experiência adquirida nesses anos. É essa experiência que às vezes nos breca. E atrapalha, em vez de ajudar...
Escrito por Luciana de Melo às 21h11
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Para elas, falta tudo

(por MIRIAN GOLDENBERG, antropóloga) PERGUNTEI PARA moradores da cidade do Rio de Janeiro: "Quais os principais problemas que você vive ou viveu em seus relacionamentos amorosos?". Homens e mulheres responderam: ciúmes e infidelidade. Os homens também apontaram a falta de compreensão como um problema de seus relacionamentos. Já as mulheres responderam: falta de sinceridade, de diálogo, de amor, de carinho, de romance, de respeito, de admiração, de tesão, de desejo, de paciência, de atenção, de companheirismo, de maturidade, de tempo, de dinheiro, de interesse, de reciprocidade, de sensibilidade, de intensidade, de responsabilidade, de generosidade, de compatibilidade, de segurança, de confiança, de pontualidade, de cumplicidade, de igualdade, de individualidade, de liberdade, de organização, de amizade, de alegria, de paixão, de comunicação, de conversa, de intimidade etc. Algumas ainda afirmaram que falta tudo. Enquanto os homens foram extremamente objetivos e econômicos em suas respostas, algumas mulheres chegaram a anexar e grampear folhas ao questionário para acrescentar mais faltas. Um engenheiro de 54 anos disse: "É impossível dar a uma mulher tudo o que ela quer e de que precisa. Seria perfeito se cada uma tivesse pelo menos três homens. Um para sexo gostoso, romance, paixão. Outro para carinho, proteção, atenção. E o terceiro para conversar, ver filmes inteligentes, ter discussões filosóficas. Acho que seria bom também ter um quarto homem cheio de grana, para pagar todas as contas, as viagens para o exterior, os restaurantes sofisticados, os presentes caros. E um último que saiba fazer elas darem boas risadas. O problema é que elas querem tudo isso e muito mais em um homem só. Que homem pode dar conta de tudo o que uma mulher quer?" Muitos perguntam: "O que quer uma mulher?". Seria interessante também perguntar: "O que falta para uma mulher?" e as razões pelas quais ela acredita que pode preencher esse buraco sem fundo com os homens. Elas repetem exaustivamente: "Falta homem no mercado". Mas em que mercado é possível encontrar o homem que satisfaça uma mulher?
Escrito por Luciana de Melo às 13h51
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Os bons são maioria

Por que a vida em comunidade é tão difícil? Começando pela pequena comunidade que é nossa família, passando pelos vizinhos e chegando ao ambiente de trabalho. Décadas atrás esse contato era agradável, havia fraternidade, solidariedade, companheirismo. As pessoas estavam sempre dispostas a ajudar. Os vizinhos eram quase uma família. Os colegas de trabalho eram colaboradores e frequentemente tornavam-se amigos. E as famílias eram mais unidas. Hoje o individualismo impera em todos esses setores. Comecei a trabalhar com 14 anos e sempre tive uma certa estabilidade na maioria das empresas pelas quais passei. No início, e até cerca de 20 anos atrás, o ambiente de trabalho era bem tranquilo. Fiz grandes amigos e amigas, crescíamos profissionalmente com o apoio uns dos outros, conhecíamos as famílias de cada um, frequentávamos a casa uns dos outros. Não havia falsidade, puxão de tapete ou coisas do tipo. Um ou outro tinha característica de maior competitividade. Atualmente, me deparo com fofocas, mentiras, falsidade, competição desleal, falta de ética... O que aconteceu? Mudamos todos? Mudaram as relações? Ou mudou nossa percepção, nossa maneira de ver o mundo? Será que quando envelhecemos perdemos o romantismo da vida e passamos a ver as pessoas como elas realmente são? E aí vivemos numa auto-defesa, já não nos abrimos para relações mais profundas, nos protegemos com medo das apunhaladas pelas costas. Nos isolamos e acabamos nessa bola de neve do individualimo. Essa reflexão vem após frequentes decepções, que na verdade não são de hoje. E aí lembro das antigas amizades, sólidas, leais, que fazem bem ao meu coração. É reconfortante saber que temos em quem confiar. E não são poucos. Como diz aquela propaganda, “os bons ainda são maioria”. *Acima, amigos reais. Que nem precisam estar perto pra reabastecer meu coração.
Escrito por Luciana de Melo às 18h46
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